Gehennah: Entrevista com Mr. Violence
Armour: Entrevista com Pete Talker
Entrevista com Evo - Warfare
Battalion:Entrevista com Marcelo Fagundes
Sodomizer:Entrevista com Leatherface
Entrevista: Whipstriker
Entrevista: Abomydogs

A cena catarinense tem mostrado vários fortes nomes dentro do Metal. Entre eles está o Battalion, que atualmente conta com Marcelo Fagundes (G/V), aqui entrevistado, Fabiano Barbosa (D) e Fabrício Luiz (B). Confira abaixo a entrevista com o guerreiro por trás dos vocais e das 6 cordas do Battalion.


Screams in The Night – Marcelo, para começar, nos fale um pouco sobre a história do Battalion e como a banda foi formada.

Marcelo - A banda passou a se chamar Battalion no inicio de 2005, depois que Fabiano e eu mudamos para SC, no RS já tocávamos juntos mas a banda se chamava Exortar.
Eu não cantava, apenas fiz o baixo no inicio de 2000 e logo fui para a guitarra. O som também mudou então decidimos algumas mudanças na formação e no nome já com a entrada do Fabricio(B) e com nome de Battalion.

S.I.T.N. – A banda foi selecionada para participar da seletiva do W.O.A. Metal Battle-Brasil. Como estão os preparativos para o evento? Há muita expectativa?

Marcelo - Ficamos muito felizes em participar da seletiva deste ano e estamos muito empolgados para o show. Vamos chegar e fazer o melhor possível, é uma grande oportunidade para todas as bandas mostrarem seus trabalhos .

S.I.T.N. – E como anda a cena em Santa Catarina? Há boas oportunidades para que as bandas realizem shows e divulguem seu trabalho?

Marcelo - A cena aqui está bem forte, sempre havendo eventos e grandes fests como o River Rock e Bob Rock, que são os dois maiores. Além deles vários outros durante o ano ocorrem, e a maioria das bandas divulga de forma independente, sempre disponibilizando materiais em shows junto a varias distros que tem aqui.

S.I.T.N. – Sei que já não é um assunto tão atual, porém é difícil esquecer as enchentes que afetaram Santa Catarina, com grande intensidade em Itajaí, onde a banda reside. O quanto esses problemas naturais afetaram a banda? Para realizar shows na época, a dificuldade foi muito grande?

Marcelo - No mês em que houve as enchentes não tínhamos datas marcadas, nesse ponto para a banda ficou na mesma, mas houve eventos que seriam realizados que foram cancelados.

S.I.T.N. – Desviando um pouco o foco do Metal, tenho mais uma questão a respeito das enchentes. Até que ponto aquilo que foi exibido pela mídia foi verdadeiro? As imagens mostradas pela televisão e pelas revistas exibiam cidades em um estado caótico. Mas, você poderia nos relatar a situação do ponto de vista de quem a vivenciou?

Marcelo - Foram dias bem difíceis, a cidade ficou literalmente debaixo d’água... houve vários saques, o povo se desesperou em algumas situações, e muito abuso também. Alguns se aproveitavam da situação para faturar em cima do povo, vendendo galões de água a preços absurdos, enquanto as autoridades se amarravam para resolver tudo.
Em alguns bairros a água subiu cerca de um metro enquanto em outros de terreno mais baixo as casas ficaram submersas...

S.I.T.N. – Você integrou a banda paulista Em Ruínas durante algum tempo. Como se deu o contato? Imagino que a distância tenha gerado vários obstáculos, como fizeram para gravar, ensaiar e realizar shows?

Marcelo - Na verdade, com o Em Ruínas eu fiz alguns shows apenas aqui em SC e em SP, mas não fiz parte efetiva da banda. Conheci a banda em 2005 quando fui a SP então mantive contato e em 2009 aconteceram alguns shows em que participei tocando baixo.

S.I.T.N. – Há poucos anos atrás, fui em um evento em Santa Catarina, que ocorreu em Jaraguá do Sul, e presenciei uma cena deprimente: um nazista andando de um lado para o outro no meio do público, desferindo socos em todas as direções. Isso, obviamente, irritou muito dos presentes, que várias vezes eram acertados desprevenidos pelo sujeito em questão. Você vê com freqüência pessoas com este comportamento? E o que acha que leva alguém a agir assim? Seria alguma forma de compensar a sexualidade reprimida (risos)?

Marcelo - Jaraguá do sul é uma cidade forte no cenário aqui...tocamos algumas vezes lá. Eu raramente vejo esse tipo de situação em shows, mas já reparei que há algumas pessoas assim... mas não me envolvo nem tenho contato com esse tipo de gente, então não tenho opinião de um assunto de que estou bem por fora (risos).

S.I.T.N. – Fale-nos um pouco a respeito das apresentações do Battalion. Como é a resposta do público? Há algum lugar em especial onde tocar foi algo marcante?

Marcelo - A resposta do publico é sempre positiva, com direito a mosh e tudo, cantarem as musicas com a gente, sempre muito bom... Todos os shows são marcantes para a gente, mas dois em especial: o primeiro foi com o Vulcano em 2007 e no River Rock em 2008 foram os dois que tiveram uma noite de metal perfeita.

S.I.T.N. – Vocês lançaram sua demo em 2007, como foi a repercussão? E qual o significado do desenho da capa? De quem foi a idéia?

Marcelo - Foi muito boa... recebemos ótimas criticas a respeito das musicas e da produção, toda a arte é responsabilidade do Fabiano(D), ele é o artista da banda(risos) o cara toca muito bem e é um desenhista de mão cheia, a idéia da capa era de que quando visem aquele símbolo logo fosse associado ao Battalion, como uma marca.

S.I.T.N. – A banda está trabalhando em novos materiais? Se sim, irá sair de forma independente ou vocês têm alguma gravadora em mente?


Marcelo - Estamos finalizando as gravações do debut esperamos até a metade do segundo semestre estarmos com ela já disponível, ele vai ser distribuído pelo selo Face the Abyss de propriedade de Gilson Lange, baterista do Sodamned e Luciferiano. Falta pouco para o término das gravações, logo já estaremos com material novo para divulgação, quem sabe um promo. Mas ainda temos que acertar algumas coisas.

S.I.T.N. – Battalion é um nome um tanto comum e já usado para batizar outras bandas, apesar de ser um nome forte e marcante. Quem teve a idéia do nome e o que ele significa para vocês?


Marcelo - O nome, assim como a arte, é idéia do Fabiano(D) e para nós Battalion significa muita coisa em nossas vidas, mas o principal é a força ao Metal.

S.I.T.N. – Como você definiria o som do Battalion em uma frase?

Marcelo - Energia e puro metal.

S.I.T.N. – Marcelo, por enquanto é só. Deixe seu recado final...

Marcelo - Agradecemos ao espaço que nos foi dado, e a todos que ainda não ouviram o som do Battalion, acessem nosso MySpace: www.myspace.com/battalionofmetal , e mantenham a força ao Metal nacional. O Metal só depende de nós para se manter vivo, cada um fazendo sua parte comparecendo aos shows adquirindo material das bandas, assim ele vai resistindo por mais uma década que vem ai.





Blog Widget by LinkWithin

0 comentários

Postar um comentário